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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um Segredo Não Guardado

Começava a trabalhar naquele dia de semana a nova secretária do subgerente de um escritório qualquer. Chamava-se Lúcia, tinha uns vinte anos. Uma morena linda, gostosa e tudo de bom, e de muito respeito, viu?

Todos os homens do escritório viviam a admirá-la. Ela não estava tão a fim de ninguém, mas estava aberta a quem quizesse tentar conquistá-la.

Lúcia tinha um grande segredo, que ela acreditava não ser segredo pra ninguém. As mulheres, com suas línguas ofídicas, viviam fofocando desse segredo. Se elas não morressem de inveja da beleza de Lúcia, não o comentariam. Para os homens, que viviam distraídos por seu rebolar, esse segredo era absolutamente imperceptível.

– Duvido você chamar a Lucinha pra sair! – Luís desafiou Mauro. Lucinha, como era conhecida na empresa, já estava com fama de difícil.

Mauro a chamou, Lucinha aceitou, e assim começou um intenso namoro.

Com o tempo os homens começaram a descobrir o segredo de Lúcia, que ela achava que não era segredo pra ninguém, mas achavam perfeitamente normal. Concordavam que Lucinha podia fazer tudo que quizesse apesar daqueles simples fato que Mauro, cego pelo amor, ainda não havia descoberto.

Alguns anos se passaram, poucos, acho que uns dois, mas Lúcia não era mulher de se enrolar. Melhor casar logo, senão alguém mais rico ou mais bonito rouba. Foi isso que Mauro logo decidiu. Aproveitou um almoço de páscoa para pedi-la em casamento.

– Quero fazer um pedido à mulher mais importante da minha vida – sacou do bolso o anel – Lúcia, você quer casar comigo?

Proposta aceita, Mauro foi colocar o anel no dedo anular da mão esquerda de Lúcia. Mas que dedo? Que mão? Que braço?

Só naquele dia que Mauro descobriu o segredo de Lúcia e o que ela era, digamos, especial. O amor é mesmo cego.

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